E novamente já é Carnaval

Pois é, mais um ano e já É carnaval! mais uma vez.

E em Pernambuco tem Frevo, reconhecido pela Unesco como Patrimônio da Humanidade, onde música e dança estão em uma harmonia tão grande que as notas nas partituras já nascem fazendo o passo tamanho é o rebuliço.

Ferreirinha mostrando que fazer o passo é para todos 
Passista do Brincantes das Ladeiras nas ruas de Olinda

Também tem Maracatu de Baque Virado (Maracatu Nação) e Maracatu de Baque Solto (Maracatu Rural), cada um com seus encantos especiais. Um tem raízes na capital, Recife, o outro tem suas origens ligadas à cultura da cana-de-açúcar. A música e a dança também são diferentes, no Baque Virado a percussão é quem conduz o movimento compassado dos Brincantes. Já no Baque Solto, apesar da existência de um terno percussivo, é a orquestra de metais quem dita em ritmo acelerado os movimentos vigorosos dos foliões.

Maracatu Nação Estrela Brilhante de Igarassu
Caboclos de lança do Maracatu Rural

Mas Pernambuco não é apenas “a terra do frevo e do maracatu”, no Carnaval daqui também tem Caboclinhos. Menos conhecido do público, mas de uma beleza inebriante. É um brinquedo que possui a música marcada pelos sons das preacas, adereço/instrumento musical em forma de arco e flecha, em que a flecha ao ser acionada se choca com a face interna do arco de madeira e produz um som característico que resulta em uma marcação coletiva da dança que possui coreografias complexas, com uma rica variedade de passos.

Caboclinhos desfilando nas ruas do Recife

O fato é que não se é mais a mesma pessoa depois brincar um Carnaval em Pernambuco, com suas cores e brilho, que encantam os olhos e com seus brincantes que, com alegria e graça, aquecem os nossos corações.

A La Ursa em espetáculo do Brincantes das Ladeiras

E pensa que é só isso? É nada! Em terras pernambucanas você também pode ir atrás de uma La Ursa, pedindo dinheiro, acompanhar o cortejo dos Boizinhos, se vestir de Papangu em Bezerros ou de Careta em Triunfo. Os Cocos têm vez no Carnaval também. E, acreditem, por aqui o Samba tem uma tradição riquíssima. Ufa! E ainda não acabou, mas aí só vindo pra cá para vivenciar essa experiência incrível.

Evoé!

Texto e fotos: Elysangela Freitas

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